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Funcionários do Hospital ABHU passam por vacinação

Publicado 24/06/2014 ás 13h28


Os funcionários diretos e indiretos da Associação Beneficente Hospital Universitário (ABHU) de Marília passarão de 06 a 08 de maio, por período de vacinação durante dois períodos nestes três dias de vacinação no próprio hospital, sempre no horário das 7h30 as 12 horas e da 13h30 as 15h30. “A proposta é que todos os funcionários diretos e indiretos sejam imunizados”, disse a superintendente do hospital de ensino, Márcia Mesquita Serva Reis, ao receber a equipe de vacinação da Secretaria Municipal de Saúde para a vacinação nos profissionais. “Há tempos fazemos este tipo de trabalho entre os funcionários do hospital”, comentou a dirigente ao lembrar que a partir de 2009 a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou a ocorrência de uma pandemia em estágio 6 (mais alto nível), indicando a difusão do vírus em nível de comunidade em pelo menos dois continentes. A pandemia foi declarada encerrada pela OMS em agosto de 2010. “Mas mesmo assim continuamos a vacinação”, disse a dirigente.

A gripe H1N1, ou influenza “A”, é provocada pelo vírus H1N1 da influenza do tipo “A”. Ele é resultado da combinação de segmentos genéticos do vírus humano da gripe, do vírus da gripe aviária e do vírus da gripe suína, que infectaram porcos simultaneamente. O período de incubação varia de 3 a 5 dias. A transmissão pode ocorrer antes de aparecerem os sintomas. Ela se dá pelo contato direto com os animais ou com objetos contaminados e de pessoa para pessoa, por via aérea ou por meio de partículas de saliva e de secreções das vias respiratórias. Experiências recentes indicam que esse vírus não é tão agressivo quanto se imaginava. “Não há risco desse vírus ser transmitido através da ingestão de carne de porco, porque ele será eliminado durante o cozimento em temperatura elevada”, comentou Rodrigo Paiola, diretor administrativo da ABHU de Marília, ao se basear em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) e o CDC (Center for Deseases Control), um centro de controle de enfermidades, nos Estados Unidos.

Os sintomas da gripe H1N1 são semelhantes aos causados pelos vírus de outras gripes. No entanto, requer cuidados especiais a pessoa que apresentar febre alta, acima de 38º, 39º, de início repentino, dor muscular, de cabeça, de garganta e nas articulações, irritação nos olhos, tosse, coriza, cansaço e inapetência. Em alguns casos, também podem ocorrer vômitos e diarreia. “Isso certamente debilita o funcionário”, reforçou Rodrigo Paiola. “É preferível que ele seja dispensado, para não contaminar outras pessoas”, falou ao justificar a importância da vacinação entre os funcionários de uma empresa em geral.

Existem testes laboratoriais rápidos que revelam se a pessoa foi infectada por algum vírus da gripe. No caso do H1N1, como se trata de uma cepa nova, o resultado demora aproximadamente 15 dias. No entanto, nos Estados Unidos, já foram desenvolvidos “kits” para diagnóstico, que aceleram o processo de identificação do H1N1. “Como não temos estes recursos, é melhor evitar o contágio”, comentou o dirigente da ABHU de Marília, ao lembrar que a vacina contra a influenza tipo “A” é feita com o vírus (H1N1) da doença inativo e fracionado. Os efeitos colaterais são insignificantes se comparados com os benefícios que pode trazer na prevenção de uma doença sujeita a complicações graves em muitos casos. “É bom lembrar que a vacina contra gripe sazonal que está sendo distribuída atualmente no Brasil foi preparada a partir de uma seleção de subtipos de vírus que representavam ameaça antes de aparecer o H1N1, uma variante nova de vírus influenza tipo A”, explicou.


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